A aldeia fervilhava de tensão enquanto o sol se inclinava em direção ao poente. Os moradores, vestidos com roupas simples e grosseiras, haviam se reunido na praça principal; seus rostos contorciam-se em uma mistura de medo e fascínio. No centro das atenções estava uma jovem chamada Lira, com os cabelos trançados em uma trança elaborada, que contrastava com sua pele pálida e tensa. Seus olhos, grandes e escuros, brilhavam com lágrimas enquanto o sacerdote de manto negro amarrava suas mãos com uma corda grossa.
– É um sacrifício para o ogro – sussurrou o sacerdote, sua voz ecoando pela praça. – Sem ela, ele destruirá nossa aldeia. Sem ela, nossas crianças morrerão.
Quando o sacerdote terminou de falar, um rosnado baixo e rouco cortou o ar. A multidão ficou imóvel, e os corações aceleraram em seus peitos. Uma figura enorme surgiu da escuridão – um ogro de pele escura como a noite, coberta de cicatrizes e protuberâncias calejadas. Seus olhos, amarelos como chamas, fixaram-se em Lira, e seus lábios se estenderam em algo que poderia ser um sorriso.
– Bem-vinda, bela – rouquejou o ogro, e sua voz fez a terra estremecer. – Ouvi falar de você. Dizem que é a mais bonita de toda a aldeia. É verdade?
Lira se debateu, mas as cordas a mantinham firmemente presa. Sua respiração se acelerou quando o ogro se aproximou, e seu hálito envolveu o rosto dela com calor e cheiro de terra. A multidão prendeu a respiração, observando cada movimento dele.
O ogro estendeu uma mão enorme e ergueu o queixo de Lira, obrigando-a a olhar em seus olhos. Seus dedos eram frios, mas o toque era surpreendentemente delicado. Por um instante, eles se encararam, e havia algo em seu olhar que fez Lira sentir um estranho arrepio.
– Vou despir você – murmurou o ogro, e sua voz agora estava mais baixa, mais ameaçadora. – E depois farei com você o que eu quiser. Entendeu?
Lira não respondeu. Seu corpo enrijeceu quando o ogro começou a desatar as cordas. Cada movimento era lento e deliberado, e seus olhos nunca se desviavam dela. Quando o último nó se desfez, o ogro agarrou-a pelos ombros e a virou, fazendo-a ficar de costas para ele.
A multidão suspirou quando o ogro começou a abrir o vestido dela. O tecido caiu no chão, revelando o corpo nu de Lira. O ogro inspirou profundamente, e suas mãos percorreram as costas dela, deixando um rastro de arrepios. Lira gemeu quando seus dedos apertaram os quadris dela, mas não tentou se desvencilhar.
– Olhem – rosnou o ogro, e sua voz ecoou pela praça. – Este é o sacrifício. É isso que eu quero.
Seus movimentos se tornaram mais brutais. Ele agarrou Lira pelos cabelos, obrigando-a a se ajoelhar. Seu corpo tremia, mas seus olhos brilhavam com uma mistura de medo e… excitação. O ogro empurrou-a de joelhos e então penetrou-a bruscamente, provocando um grito de dor e prazer.
A multidão gemeu, e alguns começaram a sussurrar entre si. O ogro movia-se ritmicamente dentro dela, seu corpo brilhava de suor, e cada investida era como um golpe de martelo. Lira, que a princípio lutava, com o tempo começou a se render. Seus gemidos ficaram mais altos, e suas mãos se fecharam sobre a terra.
Quando o ogro gozou, caiu sobre ela, respirando pesadamente. Seu coração batia como um tambor, e seu hálito aquecia o pescoço dela. Por um instante, ficaram assim, unidos, e então o ogro se levantou, ainda segurando-a nos braços.
– Venha – rouquejou, e sua voz estava mais suave agora. – Vamos para a minha caverna.
Lira não protestou. Quando o ogro a ergueu nos braços, ela se aconchegou nele, sentindo-se estranhamente segura. A multidão abriu caminho, e os dois partiram para a escuridão, deixando para trás sussurros e tensão.
Na caverna, estava escuro e úmido, mas Lira não sentia medo. O ogro deitou-a no chão e então se sentou ao lado dela, observando-a atentamente. Seus olhos estavam mais suaves agora, e seus lábios ligeiramente entreabertos, como se quisesse dizer algo.
– Não vou deixar você – murmurou por fim. – Você é minha.
Lira não respondeu imediatamente. Seu corpo ainda tremia por causa do ato recente, mas algo novo nascia em seu coração – desejo. O desejo de ficar com ele. De ser dele.
Quando o ogro se mexeu, Lira se aproximou mais. A mão dele tocou sua bochecha, e ela fechou os olhos, sentindo sua resistência derreter. Sabia que não havia mais volta – e que não queria voltar.
Nos braços do monstro
O ogro se inclinou sobre ela, e seu hálito envolveu os lábios dela. Lira sentiu os dedos dele se entrelaçarem em seus cabelos, delicadamente, mas com firmeza, puxando seu rosto para junto do dele. Seus lábios se encontraram em um beijo que era ao mesmo tempo selvagem e carinhoso – cheio de força, mas também de algo que Lira não conseguia nomear. A língua dele deslizou por seus lábios, e ela respondeu, instintivamente, com desejo crescente.
Quando se afastou dela, Lira olhou em seus olhos e, pela primeira vez, percebeu neles algo além de ameaça. Havia desejo, mas também… algo parecido com preocupação? Ela não tinha certeza, mas aquilo foi suficiente para fazer seu coração bater mais forte.
O ogro sorriu levemente ao ver a reação dela. Suas mãos desceram, deslizando pelo corpo dela, do pescoço, passando pelos seios, até os quadris. Lira gemeu baixinho quando os dedos dele roçaram seus seios e depois os apertaram, provocando uma onda de prazer.
– Você quer isso – murmurou ele, mais afirmando do que perguntando. – Você me quer.
Lira não respondeu, apenas assentiu, sentindo o fogo se acender em suas veias. O ogro se inclinou para beijá-la novamente, dessa vez mais profundamente, com mais paixão. Sua língua explorava o interior da boca dela, e ela respondia, puxando-o para mais perto. Seus corpos se entrelaçaram em um abraço, e ela sentiu sua masculinidade endurecer, pressionando sua coxa.
O ogro interrompeu o beijo para olhar em seus olhos. Seu olhar agora estava cheio de ardor, e sua voz, quando voltou a falar, soava como uma promessa.
– Você será minha – disse baixinho, mas com força. – E vai implorar por mais.
Lira não protestou quando o ogro a virou de costas. O corpo dele a pressionou contra o chão, e ela suspirou, sentindo seu peso e sua força. As mãos dele percorriam seu corpo, descobrindo cada centímetro, provocando arrepios. Quando chegou aos seios dela, apertou-os levemente, e ela gemeu, arqueando o corpo.
O ogro sorriu ao ver a reação dela. Seus lábios desceram, beijando o pescoço, a clavícula e depois os seios dela. Ele os chupou delicadamente e depois com mais força, provocando ondas de prazer. Lira se contorcia sob ele, gemendo cada vez mais alto, enquanto suas mãos se fechavam sobre os ombros dele.
Quando o ogro desceu mais, beijando e lambendo sua barriga, Lira sentiu o baixo-ventre se contrair em expectativa. A língua dele roçou seu clitóris, e ela gritou, arqueando-se ainda mais. O ogro continuou, seus movimentos precisos e seguros, e ela sentia o corpo queimar.
– Isso – rouquejou o ogro, sentindo os músculos dela se apertarem ao redor dele. – Isso, exatamente assim.
Lira gozou, tremendo sob ele, e então ele penetrou-a com uma investida profunda, provocando outro grito. Seus corpos se moviam em um ritmo selvagem, e ela sentia sua masculinidade preenchê-la, dilatá-la, levando-a à loucura. Cada investida era como um golpe, mas também como uma carícia – uma mistura de dor e prazer que a fazia gritar, implorando por mais.
O ogro investiu nela uma última vez e então caiu sobre ela, respirando pesadamente. Lira o abraçou com força, sentindo o coração dele bater no ritmo do próprio coração. Permaneceram assim, entrelaçados, até que finalmente o ogro ergueu a cabeça e olhou para ela.
– Você é minha – repetiu, dessa vez com ternura. – E nunca vou entregá-la.
Lira sorriu, sentindo lágrimas de felicidade escorrerem por suas bochechas. Nos braços dele, naquela caverna escura, estava segura – e livre.
O ogro a abraçou com mais força, e ela fechou os olhos, sabendo que aquele era o seu lugar. Seu lar. E que ficaria ali com ele, para sempre.
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