DOMINAÇÃO, AREIA, METAL E CHEIRO DE SUOR
O deserto de Thal’mora se estendia até o horizonte, aquecido ao branco pelo sol brutal que orbitava em uma atmosfera instável. Entre os restos enferrujados da cidade de Caldera-9, antigo posto de pesquisa da Federação, circulavam apenas os ventos, a poeira e o eco de gritos há muito esquecidos. Mas, naquela noite, o silêncio foi interrompido.
Uma mulher subiu ao telhado de uma das estruturas sobreviventes, coberto por antigos painéis solares. Seu corpo brilhava de suor, e a jaqueta de couro preta, mal fechada sobre os seios, contrastava com sua cabeça raspada nas laterais. Kira – líder do grupo de quatro pessoas – observava o ermo através de uma luneta. Tinha olhos que não conheciam piedade.
Atrás dela, na entrada do interior do bunker, estava Mara – alta, de pele oliva, com tatuagens que iam da nuca até as coxas. Vestida com uma malha transparente, permitia que o vento lambesse seu corpo. Estava calma, mas havia fogo em seus olhos.
Mais abaixo, no meio das ruínas, dois homens – Riven e Tao – estavam deitados sobre um colchão. O primeiro era fortemente constituído, careca, com implantes cibernéticos na nuca. O segundo era magro, nervoso, de traços delicados e um braço mecânico.
Suas respirações ainda estavam pesadas depois de uma longa expedição, mas seus olhos não deixavam as mulheres.
— Vi fumaça a oeste — disse Kira. — Alguém ainda está vivo por aqui. Mas isso não é para agora. Agora… — jogou a luneta de lado e olhou para suas companheiras e companheiros — agora é hora de vocês me serem úteis para algo além de carregar painéis.
Mara desceu as escadas lentamente, os quadris balançando de modo hipnótico. Quando chegou até Riven, não parou; apenas passou o pé sobre seu peito.
— Você está deitado como um cachorro — disparou com desprezo. — E gosta disso, não é?
Riven sorriu de lado, mas não negou. Mara se agachou, segurou-o pelo queixo e obrigou-o a olhar em seus olhos.
— Quer que eu deixe você me tocar?
— Sim… — sussurrou ele, sentindo o coração acelerar.
— Então primeiro você vai lamber Tao.
Tao ergueu o olhar, surpreso. Kira desceu até eles sem dizer uma palavra, abrindo a jaqueta. Não usava nada por baixo. Seu corpo, coberto de cicatrizes e implantes dourados, era como uma arma viva.
— Mara estabelece as regras, mas sou eu quem escolhe o ritmo — murmurou. — Vamos começar.
Kira se aproximou de Tao e, com um único movimento, arrancou-lhe as calças, agarrando seu braço mecânico como se fosse uma alça. Riven já estava ajoelhado entre suas pernas, a língua começando, hesitante, a acariciar lugares que até então evitara com homens. Tao arfava, desacostumado, mas não protestava. Seu corpo reagia mais rápido que sua mente.
Mara sentou-se sobre o rosto de Riven, de costas para eles, ergueu-se ligeiramente e pressionou a cabeça dele contra si.
— Mais fundo — disparou, com os dentes cerrados. — Caso contrário, vou prender você novamente à mesa de trabalho.
A língua dele já estava úmida, incansável. Mara sibilou, pressionando-o com mais força e balançando-se no ritmo que pertencia somente a ela. Tao se entregou a Kira quando ela montou nele, apertando as coxas contra seus quadris.
O choque de seus corpos era brutal e direto. Não havia delicadeza. Havia dominação. Kira se inclinava sobre ele, tensionando os músculos, suada e selvagem, como uma máquina que conhecia apenas uma ordem: tomar.
Gemidos, respirações, umidade e a aspereza da areia sob os joelhos. Mara estendia a mão para trás e acariciava Tao ao mesmo tempo, estimulando com os dedos seus lugares mais sensíveis. Riven continuava preso sob suas coxas, o rosto molhado e vermelho.
Depois de vários minutos de jogo intenso, Kira escorregou de Tao e empurrou-o para o lado.
— Agora você, Riven. Mostre que não é apenas um idiota carregador de células.
Mara se levantou e aproximou-se de Tao, pressionando a mão contra sua garganta.
— Não se mexa. Quero assistir enquanto usam seu colega.
Riven aproximou-se de Kira, ainda ofegante, o membro inchado e pronto. Kira agarrou-o pela nuca, puxou-o para si e avançou sobre ele como um furacão, golpeando seu corpo com uma força que ele não conseguia controlar.
O ritmo aumentava. Os corpos se entrelaçavam, o suor misturava-se à saliva, as línguas procuravam bocas, seios e nucas. Mara ronronava, Tao gemia sob seu toque.
Quando tudo explodiu, não havia nomes. Apenas um grito. E o deserto, que escutava.

A FORASTEIRA
No dia seguinte, o ar estava mais denso, como se anunciasse uma tempestade. Kira acordou primeiro. Seu corpo ainda cheirava a suor, metal e sexo. Olhou através da fresta na parede do bunker para a areia, onde haviam surgido vários rastros.
Botas. Femininas. Leves, mas decididas. E mais alguma coisa.
Mara já estava do lado de fora, nua, com um rifle de plasma apoiado contra o quadril. Quando Kira se aproximou dela, ambas olharam para longe.
No horizonte, uma silhueta se aproximava. Uma mulher. Cabelos ruivos trançados em grossas cordas, o corpo coberto por uma armadura preta e justa, aberta até o umbigo. Pele acobreada, olhos perturbadoramente claros. Não trazia consigo nada além de uma lança de energia e um olhar que não conhecia o medo.
— Foda-me… — sussurrou Mara. — Não é uma batedora. É uma predadora.
Kira sorriu lentamente.
— Bem na hora. Nosso bando precisa de um brinquedo novo.
Quando a mulher chegou ao acampamento, não disse nada. Simplesmente entrou, como se os conhecesse havia anos. Olhou para Kira, depois para Mara; seu olhar percorreu Riven e Tao, que apenas começavam a se levantar da cama.
— Meu nome é Saph — anunciou. Sua voz era grave, com um tom predatório. — O calor de vocês se espalha por toda a região. Eu precisava senti-lo de perto.
Mara ergueu uma sobrancelha.
— Você acha que pode simplesmente entrar assim?
Saph se aproximou dela sem medo. Seus rostos estavam a apenas alguns centímetros de distância, e suas respirações se chocaram.
— Não vim pedir. Vim ver quem realmente manda aqui. — Seu sorriso era quase imperceptível. — Pode ser você. Pode ser Kira. Pode ser… — lançou um olhar para Tao e Riven — outra pessoa. Gosto de ver hierarquias ruírem.
Kira ergueu a mão, silenciando Mara com um gesto. Olhou para Saph como se ela fosse um enigma a ser resolvido, não uma ameaça.
— Isso nós vamos descobrir, garota do deserto.
Enquanto isso, Riven já não tirava os olhos de Saph. Algo nela o atraía. Tao percebia que aquela mulher não era comum. Seus movimentos, sua voz, sua presença — tudo era como uma armadilha elaboradamente construída. Mas que armadilha linda…
Naquela noite, quando o sol se transformou em um vermelho morto, Saph sentou-se ao lado de Kira junto à fogueira. Permaneceu em silêncio por um longo tempo, observando os movimentos da comandante. Mara cuidava de Tao, sentada em seu colo e brincando com sua mão mecânica. Riven, levemente embriagado, percorria com o olhar as três mulheres.
Saph inclinou-se até o ouvido de Kira.
— Lembre-se de quem foi a primeira a vê-la. Quem viu imediatamente a comandante… não apenas em você, mas também sobre você.
Kira lançou-lhe um olhar de soslaio.
— E você? Quem é? Uma observadora?
Saph apenas sorriu e se levantou. Lançou um olhar para os outros e então disse em voz alta:
— Hoje eu durmo com Kira. Virem-se sozinhos.
O tom de sua voz não admitia contestação.
Mara cravou nela um olhar gélido, carregado de raiva. Tao desviou o olhar. Riven cerrou os dentes. Mas ninguém disse nada.
Saph agarrou a mão de Kira e puxou-a para a escuridão do bunker.
Dentro do bunker, estava mais frio do que lá fora, mas não menos austero. As paredes, ainda cheirando a poeira, ferro e suor, refletiam cada respiração, cada mudança de tom. Saph empurrou Kira na direção de uma bancada de metal que um dia servira como mesa de operações. Agora, tinha outra finalidade.
Kira apoiou a mão na superfície fria, sem tirar os olhos de Saph.
— Então esse é o seu jeito de “conversar” com a comandante? — disparou, com sarcasmo.
Saph aproximou-se devagar, passo a passo, como se cada segundo tivesse de alimentá-la. Parou diante de Kira e ergueu a mão até o rosto dela. Não bateu. Pousou o dedo sobre seus lábios.
— Não estou aqui para conversar — sussurrou. — Estou aqui para desarmar você. De todas as maneiras.
Seus lábios estavam quentes quando se lançaram sobre os de Kira. O choque foi violento, as línguas lutando por espaço, por domínio. Mas foi Saph quem primeiro agarrou o pescoço de Kira e a pressionou contra a mesa.
Com um único movimento, abriu o zíper da própria armadura, revelando os seios — firmes, escuros, com um piercing no mamilo esquerdo. O canto da boca de Kira se ergueu.
— Gosto quando você é rápida.
— Não sou rápida. Sou precisa — murmurou Saph, pressionando a coxa entre as pernas de Kira.
O calor dos corpos explodiu entre elas. Kira abriu as pernas, envolvendo Saph com os quadris, buscando seu ritmo. Mas Saph não permitia que ela conduzisse. Agarrou suas mãos e as prendeu à mesa de aço com uma tira do próprio cinto.
— Quer comandar? — perguntou. — Prove que consegue fazer isso sem as mãos.
Começou devagar. A língua de Saph deslizou pelo pescoço de Kira, deixando um rastro úmido até o seio. Seus lábios se fecharam sobre o mamilo, sugando com força, sem piedade, enquanto os dedos desciam entre as coxas de Kira, movendo-se devagar, provocantes, mas com controle absoluto.
Kira gemeu, baixo, mas intensamente. Não pediu. Não implorou. Mas respirava cada vez mais rápido.
Saph introduziu os dedos profundamente, com força, em um único movimento. Kira tensionou o corpo, mas não desviou o olhar dos olhos da adversária.
— Só isso? — arfou. — É tudo o que você consegue?
Saph sorriu de forma predatória. Com a outra mão, alcançou sob o tampo, onde havia deixado antes um curto cilindro vibratório com a inscrição M39A — para a desintegração da estrutura orgânica. Ela o ativou com um clique e o encostou à parte interna da coxa de Kira.
Kira estremeceu. A vibração penetrou pelos músculos, pelos nervos, atingiu a medula espinhal. Sua respiração se transformou em um silvo. Ela se debateu, mas as tiras a mantinham firmemente presa.
Saph deslizou para baixo, até seus lábios chegarem ao lugar onde a umidade já atravessava a pele. Sua língua era precisa, concentrada, enquanto o vibrador vibrava cada vez mais rápido. Kira parou de falar. Restaram apenas os sons — gemidos, tremores, o impacto do corpo contra o metal.
Quando o orgasmo veio, veio sem aviso. O corpo de Kira se arqueou, tremendo, soluçando por entre os dentes cerrados. Saph não interrompeu nem por um instante. Beijou-a até que não houvesse mais tensão, até que não restasse mais nada, apenas o eco.
Ela soltou as tiras e ergueu o rosto. Seus lábios estavam úmidos, seus olhos, tranquilos.
— Agora você sabe por que não preciso me curvar diante de ninguém — disse baixinho.
Kira olhou para ela com uma mistura de raiva e admiração.
— Vá se foder.
— Foi exatamente o que eu fiz.
MOVIMENTOS NAS SOMBRAS
A noite foi longa. Quando Kira voltou à sala principal do bunker ao amanhecer, Mara já estava acordada. Sentava-se diante do terminal, fingindo examinar os dados da sonda. Tao e Riven trocavam olhares tensos.
Saph ainda dormia. Seu corpo nu repousava sobre a roupa de cama, como se pertencesse àquele lugar havia anos. Kira ficou olhando para ela por um longo momento.
Ela não disse nada.
Ela não se sentia derrotada. Mas sabia de uma coisa — Saph não tinha vindo apenas pelo prazer. Cada toque, cada palavra e cada movimento seu eram como a montagem das peças de um plano maior. E Kira não pretendia esperar até que o quebra-cabeça se montasse sozinho.
Ao meio-dia, chamou Riven. Em particular.
— Precisamos conversar — disse ela. Seu tom era firme. — Sobre Saph.
Riven franziu a testa.
— Você sabe que todos a estão observando. Mas ninguém sabe o que ela quer.
— E é justamente por isso que vamos usá-la — sussurrou Kira, inclinando-se. — Quero que você deixe que ela se aproxime de você. Não ofereça resistência. Mostre que é fraco, fácil. E, quando ela começar a falar mais, eu vou escutar.
— Escuta clandestina? — perguntou.
— Algo melhor — ela sorriu. — Confiança.
Riven não parecia convencido, mas assentiu.
Algumas horas depois, Saph caminhava sozinha entre as ruínas de Caldera-9. Aparentemente despreocupada. Riven a seguiu, conforme planejado.
De longe, Kira os observava, escondida atrás de um sensor óptico instalado no capacete de reconhecimento. Ela via a conversa dos dois. Saph estava calma, levemente sedutora. Riven fingia estar relaxado. Era um bom ator.
Mas não bastava fingir. Era preciso acreditar que estavam atraindo Saph para uma armadilha — antes que fosse ela a atrair todos eles.
Enquanto isso, Mara estava sentada à sombra do bunker, afiando uma faca. Seus olhos não viam nada além de Kira e Saph. E, embora permanecesse em silêncio, algo crescia em sua mente, algo que poderia se transformar em uma tempestade.
À noite, quando a areia voltou a sussurrar sob o vento e o bunker foi envolto pelo silêncio, Kira retornou da observação. Encontrou Mara esperando no escuro do galpão de manutenção, onde antes mantinham os mechas.
— Eu sabia que você viria até aqui — disse Mara sem emoção, girando a faca entre os dedos.
Kira parou. Apoiado as mãos nos quadris.
— Você está me observando?
— Só parei quando você deixou aquela cadela do deserto te foder — sibilou Mara. — E fez isso como se eu não existisse.
Kira estreitou os olhos.
— Foi um jogo. E você sabe disso.
Mara atirou a faca. A lâmina se cravou na parede bem ao lado da cabeça de Kira.
— Não venha me falar de jogo. Não é um jogo quando você geme tão alto que todos ouvem. Até as máquinas.
Antes que Kira respondesse, Mara se aproximou e a acertou com o punho no braço. Não com toda a força — mais como um teste. Kira revidou. Empurrou-a brutalmente, até as costas de Mara baterem no contêiner com peças.
— Quer aliviar a tensão? — rosnou Kira. — Então mostre que sabe fazer algo além de rosnar num canto.
Mara se lançou sobre ela. Colidiram como duas tempestades. Os corpos se chocaram, as unhas arranhavam, as bocas mordiam. Kira tomou a iniciativa, pressionou Mara contra o contêiner, agarrando-a pela garganta. Mara sibilou, mas abriu as coxas.
— Só não seja delicada — sussurrou.
Não era.
Kira enfiou a mão sob o tecido da calça de Mara, já molhada, já pronta. As bocas se chocaram com violência, beijando e ferindo ao mesmo tempo. Mara enfiou a mão entre as pernas de Kira, acariciando-a sem piedade, ritmicamente, rápido, com uma força dolorosa. E era exatamente isso que ambas queriam.
Ambas rangiam os dentes enquanto a tensão aumentava. Os corpos se fundiram em suor, os joelhos golpeavam o metal frio. Quando chegaram ao clímax, quase simultaneamente, Kira mordeu Mara na nuca, até o sangue jorrar. Em resposta, Mara cravou as unhas nas nádegas de Kira.
Ofegavam. Por muito tempo. Em silêncio.
Por fim, Mara disse:
— Saph vai decifrar você. Mas eu conheço você por dentro. Vou mantê-la na coleira, se for preciso.
Kira limpou a boca e lançou-lhe um olhar frio.
— Então faremos isso de novo. Com uma coleira.
Dois dias depois, tudo pairava no ar — desejo, suspeita, ambições. Saph não comentava a intimidade entre Kira e Mara. Pelo contrário — observava. Observava as duas, como se esperasse que algo desmoronasse, que uma delas desse o primeiro passo imprudente.
Mas foi ela quem o deu primeiro.
Naquela noite, enquanto Mara estava sentada no teto do bunker, limpando a arma, e Kira verificava os dados dos sensores, Saph entrou no meio das duas sem dizer uma palavra. Sua presença era como uma tensão eletrostática — sutil, mas impossível de ignorar.
— Vocês duas têm razão — disse calmamente. — Vocês duas são fortes. Por isso, nenhuma vai vencer enquanto lutarem separadas.
Mara ergueu o olhar. Kira cerrou os maxilares.
— O que você propõe? — perguntou Kira.
Saph aproximou-se delas lentamente. Sentou-se entre as duas. Sua mão repousou primeiro sobre a coxa de Kira, depois — com a outra — sobre a nuca de Mara.
— Proponho… que, em vez de lutar, façamos algo que destrua todo esse arranjo. E construamos um novo. Pelas nossas regras. Nós três.
Mara olhou para Kira. Seus olhos já não estavam cheios de raiva. Agora havia algo diferente neles. Mais perigoso. Mais profundo. O desejo de controle — compartilhado.
Não eram necessárias mais palavras.
Saph levantou-se e seguiu em direção ao interior do bunker. Olhou por cima do ombro.
— Vocês vêm?
Não esperou. Sabia que elas iriam.
Na área de convivência, as luzes estavam apagadas. Um brilho vermelho incidia sobre o corpo de Saph, que abriu a armadura e a deixou cair no chão. Kira e Mara entraram juntas, sem dizer uma palavra. Seus olhares estavam em sintonia. Hoje não se tratava de rivalidade. Tratava-se de outra coisa.
Saph sentou-se na cama e afastou as coxas, convidativa.
Mara foi a primeira. Aproximou-se, ajoelhou-se e, sem cerimônia, começou a lamber a parte interna das coxas dela. Saph fechou os olhos, respirando profundamente. Kira posicionou-se atrás de Saph e agarrou seu pescoço, obrigando-a a inclinar a cabeça para trás. Sua boca fechou-se sobre o pescoço da mulher ruiva, sugando, mordendo, deixando uma marca.
— Agora você pertence a nós — sussurrou.
Saph gemeu, mas não tentou assumir o controle. Pelo menos ainda não.
Mara deslizou dois dedos para dentro de Saph, devagar, com segurança, enquanto continuava provocando o clitóris com a língua. Kira acariciava seus seios, apertando com força, até que as unhas deixaram marcas. Então desceu mais, trocando de lugar com Mara.
As línguas delas se encontraram no corpo de Saph, ao mesmo tempo. Uma a acariciava pela frente, a outra por trás. Saph se contorcia entre elas, perdendo o ritmo, o fôlego, a voz.
Seus corpos se dispuseram em um triângulo — sensual, dinâmico, cheio de pressão e carícias. A dominação não pertencia a uma só. As três assumiam o controle alternadamente, explorando os limites, levando-os cada vez mais longe.
Quando a explosão veio, foi compartilhada. Suas vozes se entrelaçaram em um único gemido, e o corpo de Saph se contraiu entre os braços delas.
Depois de tudo, ficaram deitadas juntas. Kira foi a primeira a abrir os olhos.
— Isso muda tudo — disse baixinho.
Saph sorriu.
— Ou está apenas começando.
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