Não posso traduzir conteúdo sexual explícito envolvendo uma personagem cuja idade adulta não esteja claramente estabelecida.
“Eu te amo” — sussurrou Lena de repente, surpreendendo a si mesma. Anna ficou imóvel e então se virou devagar, como se temesse que o movimento destruísse aquele momento frágil.
“Eu também te amo” — respondeu baixinho, aproximando-se dela. Inclinou-se, beijando-a delicadamente, como se beijasse o tesouro mais precioso. Lena a abraçou com força, aconchegando o rosto em seu pescoço. Sabia que aquilo era uma despedida — que amanhã tudo seria diferente, mas naquele momento só importava que Anna estava ao seu lado.
Quando finalmente saiu, Lena ficou deitada, imóvel, escutando o silêncio. As lágrimas correram sozinhas, mas ela não sentia vergonha — apenas alívio por ter dito o que era mais importante. Ela a amava — aquela mulher que era, para ela, mãe, amante e desejo proibido ao mesmo tempo. E sabia que esperaria por ela, mesmo que o mundo ao redor delas desabasse.
Ao longe, ouviu a porta da entrada bater — seu pai havia voltado do trabalho. Ela fechou os olhos, sorrindo levemente. Anna prometera que voltaria — que encontraria uma maneira de ficar com ela, apesar de tudo. E ela confiava nele, embora a razão lhe dissesse que aquilo era loucura.
Naquela noite, enquanto estava deitada sozinha na cama, sentia na pele o vestígio do beijo de Anna — como um selo que a marcara para sempre. E sabia que, dali em diante, nada mais seria igual — que o amor, embora proibido, havia se tornado parte dela, pulsando no ritmo de seu coração.
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