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Projeto do Desejo: Quando Rivais se Tornam Amantes

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Plano de fundo do leitor:

 

O elevador parou bruscamente no décimo quinto andar, interrompendo o silêncio tenso entre os dois. Maks, usando um terno azul-marinho ajustado que destacava cada contorno de sua silhueta, virou-se lentamente na direção de Anna, parada bem junto às portas. Seu vestido vermelho — provocantemente curto e justo — contrastava com o cinza frio do corredor do escritório, enquanto os saltos altos faziam com que ela parecesse ainda mais alta. Seus olhares se encontraram por uma fração de segundo — o dele, cheio de desafio; o dela, cheio de tensão.

“A apresentação foi… intrigante” — começou Maks, prolongando deliberadamente as sílabas. Sua voz era grave, ligeiramente rouca, como se não estivesse acostumado a conversas triviais. Anna arqueou uma sobrancelha, sem tirar os olhos do rosto dele.

“E a sua? Bastante previsível” — retrucou ela, endireitando-se com orgulho. O aroma de seu perfume pairou no ar — doce, com uma nota de pimenta — misturando-se à sua colônia cara. Maks sentiu os músculos de seus antebraços enrijecerem involuntariamente.

As portas do elevador começaram a emitir um zumbido suave outra vez, descendo lentamente. Anna recuou um passo, pressionando as costas contra a parede da cabine. Maks se aproximou sem dizer uma palavra; sua mão roçou involuntariamente a cintura dela ao passar por ela no espaço estreito. Um arrepio percorreu seu corpo — elétrico, incontrolável.

“Não deveríamos…” — começou Anna em um sussurro, mas se interrompeu quando o polegar dele roçou delicadamente sua clavícula. Maks fitava a veia pulsante em seu pescoço, sentindo a adrenalina se misturar ao desejo.

“Por que não?” — perguntou ele em voz baixa, inclinando-se tão perto que seus lábios ficaram separados por centímetros. O elevador estremeceu, lançando-os levemente para a frente. Anna respirava mais rápido; suas pupilas se dilataram sob o efeito da intensidade daquele momento.

Quando o elevador parou novamente — dessa vez no térreo —, eles permaneceram imóveis, entrelaçados pelo olhar. Maks ergueu lentamente a mão, deslizando o dedo ao longo da linha do maxilar dela. Anna fechou os olhos e, quando os abriu, sorriu — mas não era o sorriso de uma rival.

“A reunião vai começar daqui a pouco” — sussurrou, afastando-se um centímetro. Maks agarrou seu pulso, puxando-a de volta. Seus lábios se encontraram em um beijo — impetuoso, repleto de promessas não ditas.

“Esqueça a reunião” — murmurou ele, afastando-se por um instante. Anna mordeu o lábio, olhando-o nos olhos com uma mistura de medo e desejo.

“Isso é loucura…” — sussurrou, mas não recuou. Maks segurou o rosto dela com as duas mãos, sentindo a maciez de sua pele sob os dedos. Ao fundo, ouviu-se o som suave do elevador começando a subir — eles estavam sozinhos, presos entre os andares, em um espaço que de repente se tornara pequeno demais.

Fruto Proibido na Torre de Vidro

O elevador voltou a subir — lentamente, como se prolongasse de propósito aquele momento surreal de suspensão entre o desejo e a razão. Maks não soltou o pulso dela, sentindo o calor pulsante de sua pele através do fino tecido da luva. Anna respirava superficialmente, e suas bochechas adquiriram um leve rubor — não por causa do frio do ar-condicionado, mas pela intensidade do olhar que trocavam.

“Maks…” — começou ela novamente, dessa vez mais baixo, como se nem ela mesma tivesse certeza do que queria dizer. O elevador estremeceu levemente nos andares mais altos, lançando-os um pouco para a frente. A mão dele deslizou do pulso para a cintura dela e depois mais para baixo, roçando seu quadril.

“Pare” — sussurrou Anna, mas não se afastou. Pelo contrário — colou-se ainda mais a ele quando o elevador parou de repente no décimo oitavo andar. Seus corpos estavam separados por centímetros; ele sentia claramente o aroma de seu perfume misturado ao cheiro de estresse e excitação.

“Sempre tão rígida?” — perguntou Maks, com os lábios novamente perigosamente próximos ao ouvido dela. Deslizou o dedo ao longo da linha de sua clavícula, provocando um arrepio que percorreu todo o corpo dela.

“E você sempre tão… provocador?” — retrucou ela, mas não recuou. A mão dele subiu, segurando delicadamente o queixo dela e obrigando-a a olhá-lo nos olhos.

“Foi você quem começou esse jogo” — murmurou ele, inclinando-se. Seu hálito roçou os lábios dela quando o elevador voltou a descer lentamente. Anna fechou os olhos, entregando-se à onda de calor que se espalhava do coração para baixo.

“Não… não deveríamos” — gemeu ela quando os lábios dele roçaram o lóbulo de sua orelha. Maks riu baixinho, com uma risada grave e vibrante.

“Por que não?” — perguntou novamente, dessa vez com mais seriedade. Sua mão deslizou até a bochecha dela; o polegar roçou delicadamente a linha de seus lábios.

“Porque isso…” — interrompeu-se, incapaz de encontrar as palavras. O elevador parou novamente — dessa vez no térreo. As portas se abriram lentamente, revelando o saguão vazio do edifício comercial.

“Venha” — disse Maks, sem esperar pela reação dela. Pegou-a pela mão e conduziu-a pelo espaço de mármore em direção à saída de emergência. Anna caminhava automaticamente, como em um sonho, sentindo os dedos dele apertados ao redor dos seus.

“Para onde?” — perguntou fracamente quando chegaram ao estreito corredor de emergência. Maks sorriu misteriosamente, empurrando-a de leve contra a parede.

“Para onde ninguém nos veja” — respondeu, puxando-a para mais perto. Sua mão deslizou para baixo do vestido dela, roçando delicadamente sua coxa através do fino tecido da meia-calça.

“Maks…” — suspirou Anna, mas não protestou quando os dedos dele começaram a subir lentamente. O elevador atrás deles voltou a subir; eles ouviam seu zumbido suave ecoando pelas paredes.

“Shhh…” — sussurrou ele, levando um dedo aos lábios dela. A outra mão se fechou sobre seu quadril, puxando-a com mais força para junto de si.

“Mal posso esperar…” — sussurrou diretamente contra os lábios dela quando seus dedos chegaram ao destino. Anna gemeu baixinho, agarrando o paletó dele.

“Maks…” — repetiu, dessa vez mais como um suspiro do que como uma palavra. Os lábios dele encontraram novamente os dela; o beijo foi mais profundo, mais ávido.

Em algum lugar distante, ouviu-se o som do elevador parando em um andar mais alto. Anna não prestou atenção — estava completamente absorvida pelas sensações enquanto Maks, lenta mas inexoravelmente, ultrapassava todos os limites.

“Aqui…” — ouviram de repente a voz da recepcionista do térreo. As portas do elevador se abriram bruscamente logo atrás deles. Anna e Maks se afastaram como se tivessem se queimado, endireitando-se rapidamente.

“Desculpem…” — balbuciou a recepcionista ao vê-los com as mãos entrelaçadas contra a parede. Maks sorriu nervosamente, ajeitando a gravata.

“Obrigado” — disse depressa, puxando Anna consigo em direção ao saguão principal. O elevador atrás deles se fechou com um suave silvo.

“Isso foi…” — começou Anna quando voltaram ao espaço aberto do escritório. Maks olhou para ela, interrogativamente.

“Insano?” — completou por ela, aproximando-se. Sua mão voltou a pousar na cintura dela.

“E…” — Anna hesitou, olhando-o nos olhos.

“Incrível?” — completou Maks, inclinando-se e depositando nos lábios dela o beijo mais delicado. Dessa vez ela não protestou — retribuiu-o com a mesma paixão de antes.

“E perigoso” — sussurrou entre os beijos, quando se afastaram por um instante. Maks sorriu amplamente, pegando-a pela mão.

“Então…” — disse em voz baixa, conduzindo-a em direção à sua mesa.

“Precisamos ser mais cuidadosos” — completou Anna, mas não retirou a mão. Maks olhou para ela com algo que poderia ser considerado gratidão.

“Combinado” — respondeu sério, sentando-se à mesa e indicando a cadeira à sua frente. Às vezes vale a pena ousar dar um passo adiante e realizar suas fantasias mais secretas sem nenhuma limitação.

“Mas…” — começou, olhando para ela de modo significativo.

“Sim?” — Anna arqueou uma sobrancelha, sentindo um calor estranho se espalhar por todo o corpo ao se lembrar do que acontecera pouco antes.

“Acho que deveríamos… continuar esse jogo” — disse Maks, sorrindo maliciosamente. Anna suspirou baixinho, mas não protestou quando a mão dele voltou a pousar no encosto de sua cadeira.

“Apenas… com mais cuidado” — acrescentou em um sussurro, olhando-o nos olhos. Maks assentiu, inclinando-se sobre a mesa.

“Combinado” — respondeu em voz baixa, então se inclinou e sussurrou diretamente no ouvido dela:

“Mas não pense que vou me comportar…”

Anna riu baixinho — era um som cheio de alívio e… excitação. Maks sorriu amplamente, endireitando-se e olhando para ela com uma mistura de desejo e algo que poderia ser o início de algo mais.

“Então…” — começou Anna, pegando uma caneta e fingindo anotar algo em uma folha de papel.

“Sim?” — Maks olhou para ela, interrogativamente, mas não saiu do lugar.

“Acho que deveríamos… adiar essa reunião” — completou em um sussurro, empurrando a folha na direção dele. Maks olhou para ela, surpreso, e então caiu na gargalhada.

“Esperta!” — exclamou, pegando a folha e lendo:

“Vamos adiar a reunião para amanhã. Assunto urgente.”

“Você teve uma boa ideia” — elogiou, deixando a folha de lado.

“Afinal…” — começou Anna, olhando para ele de modo significativo.

“Sim?” — Maks arqueou uma sobrancelha, esperando a continuação.

“Afinal, somos bons nisso” — completou ela baixinho, sorrindo misteriosamente. Maks inclinou-se sobre a mesa e beijou-a delicadamente no alto da cabeça.

“Com certeza” — respondeu em um sussurro, então se afastou e olhou para ela com seriedade.

“Mas lembre-se…” — começou, olhando-a nos olhos.

“Sim?” — Anna arqueou uma sobrancelha, esperando as palavras dele.”Isso é só o começo” — concluiu Maks em voz baixa, sorrindo maliciosamente. Anna suspirou baixinho, mas não protestou quando a mão dele voltou a parar no encosto da cadeira dela.

“Então…” — disse suavemente, olhando-o nos olhos.

“Sim?” — Maks olhou para ela, interrogativo.

“Acho que deveríamos… nos concentrar no trabalho agora” — concluiu Anna em um sussurro, afastando delicadamente a mão dele. Maks sorriu de orelha a orelha, endireitando-se e olhando para ela com uma mistura de admiração e desejo.

“De acordo” — respondeu baixinho, abrindo o laptop e fingindo estar completamente absorto no trabalho. Anna riu baixinho por dentro, mas, por fora, manteve a seriedade.

“Certo” — sussurrou mais uma vez, olhando-o nos olhos e roçando delicadamente com o dedo a mão dele, que novamente se aproximara perigosamente de sua coxa.

“Certo” — repetiu Maks em voz baixa, inclinando-se sobre o teclado. Mas ambos sabiam que aquilo era apenas um jogo — um jogo que haviam começado e que não pretendiam terminar tão cedo.

Jogo de Sombras na Torre de Vidro

Maks olhava para ela com uma mistura de desejo e determinação. Anna sentia o coração bater cada vez mais rápido, e a respiração ficar mais superficial. Sabia que não havia mais volta — aquele jogo saíra do controle, e ambos estavam envolvidos demais para parar naquele momento.

“Venha aqui” — sussurrou Maks, indicando o lugar ao lado dele. Anna hesitou por um instante, mas então se levantou devagar e foi até ele. Sentou-se na beirada da escrivaninha, sentindo o frio da superfície de mármore sob as nádegas.

“Olhe para mim” — pediu ele em voz baixa e, quando ela o fez, seus dedos ergueram delicadamente o queixo dela. Seus olhos se encontraram em um olhar intenso, cheio de promessas não ditas.

“É isso que você quer?” — perguntou em um sussurro, passando o polegar pelo lábio inferior dela. Anna não respondeu — apenas assentiu, e seu corpo se aproximou dele involuntariamente.

“Então…” — Maks se inclinou e a beijou devagar, profundamente. A língua dele separou delicadamente os lábios dela, e Anna retribuiu o beijo com uma paixão que já não conseguia controlar.

Suas mãos se entrelaçaram em uma dança caótica — as dele em sua cintura, as dela nos cabelos de Maks. Ela sentia a camisa dele roçar sua pele nua através do tecido fino do vestido, enquanto ele próprio tremia levemente sob o efeito de seu toque.

“Você tem certeza?” — sussurrou ele entre os beijos, quando se afastou por um instante. Anna olhou-o nos olhos e sorriu fracamente.

“Nunca tive tanta certeza de nada” — respondeu baixinho, e então puxou-o pela camisa, trazendo-o ainda mais para perto.

Maks soltou um gemido alto, e suas mãos começaram a desabotoar lentamente os botões do vestido dela. Cada movimento seguinte era mais lento e consciente — como se ele quisesse guardar na memória cada segundo daquele momento.

“Meu Deus…” — gemeu baixinho quando finalmente revelou os seios dela. Anna tremia sob o efeito simultâneo do olhar e do toque dele. Os lábios dele encontraram seu pescoço, e depois desceram — até o decote.

“Maks…” — sussurrou ela em tom suplicante quando a língua dele começou a circular em torno de um dos mamilos. Ele apenas sorriu maliciosamente e continuou sua carícia.

“Shh…” — murmurou tranquilizadoramente, deslizando as mãos para cima, por seus quadris. Anna gemeu baixinho, sentindo os dedos dele se insinuarem delicadamente sob o elástico da calcinha.

“Maks…” — repetiu, mais fracamente dessa vez, mas ele apenas a silenciou com outro beijo. A mão dele começou a acariciar lentamente seu ponto mais sensível — primeiro com delicadeza, depois cada vez mais ousadamente.

“Oh, meu Deus…” — Anna arqueou o corpo, sentindo uma onda de prazer inundá-la. Maks olhava para ela com uma mistura de admiração e desejo.

“Você é linda” — sussurrou entre os beijos, quando finalmente se afastou dela por um momento. Anna olhou-o nos olhos e sorriu fracamente.

“Você também não é de se jogar fora” — respondeu em tom brincalhão, mas logo depois voltou a puxá-lo para si.

Suas roupas foram parar no chão em uma pressa caótica — a camisa de Maks jogada displicentemente por cima do ombro, o vestido de Anna escorregando completamente.

“Sim…” — gemeu Anna em tom suplicante quando Maks finalmente entrou nela. Ele apenas sorriu abertamente e começou a mover-se dentro dela devagar — saboreando cada momento.

“Mais forte…” — pediu em um sussurro depois de um instante, e ele atendeu ao pedido sem hesitar. Seus movimentos se tornaram mais decididos, mas continuaram cheios de ternura.

“Olhe para mim” — ordenou Maks em voz baixa, segurando o queixo dela. Anna ergueu a cabeça obedientemente e olhou-o nos olhos.

“Eu te amo…” — sussurrou de repente, e então investiu com mais força, arrancando dela um gemido alto de prazer.

“O quê?” — Anna olhou para ele, surpresa com aquela declaração naquele momento.

“Eu disse que te amo” — repetiu Maks em voz baixa, olhando profundamente nos olhos dela. Anna sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos.

“Eu também…” — respondeu em um sussurro, e então ambos explodiram simultaneamente em uma onda de prazer inimaginável.

Quando desabaram, exaustos, sobre a escrivaninha, Maks a envolveu firmemente com o braço. Anna aninhou-se nele, sentindo-se segura e realizada.

“Isso é só o começo” — sussurrou em seu ouvido, e ela sorriu fracamente.

“Sim…” — respondeu baixinho, fechando os olhos e ouvindo as batidas do coração dele. Agora ela tinha certeza — aquele jogo não era apenas um flerte ou uma brincadeira. Era o começo de algo muito mais profundo.

E ambos sabiam que, dali em diante, nada mais seria igual.


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