
Anna tinha quarenta e três anos e parecia que o tempo havia decidido passar bem longe dela. Alta, com longos cabelos escuros que caíam em ondas sobre os ombros, seios fartos e quadris que balançavam sedutoramente a cada passo. Desde o divórcio, cinco anos antes, morava sozinha numa casa pequena em um bairro residencial. Trabalhava como designer em uma agência de publicidade – remotamente, o que lhe dava muita liberdade. Os filhos já haviam deixado o ninho fazia muito tempo, e ela… finalmente podia se concentrar em si mesma.
E em seus desejos.
Desejos que havia reprimido durante anos. Agora, à noite, quando a casa silenciava, Anna se sentava em sua cama enorme com o laptop no colo e navegava por sites de filmes adultos. Gostava daqueles em que mulheres maduras pegavam o que queriam – sem constrangimento, sem pedir desculpas pela idade ou pelo corpo. Seus dedos se moviam sozinhos entre as coxas, e a imaginação lhe trazia imagens de homens jovens e fortes, que não conseguiam tirar os olhos dela.
Certa tarde de junho, tudo mudou.
Kuba se mudou para a casa ao lado.
Vinte e oito anos, alto, bronzeado, com tatuagens nos braços e um sorriso que fazia Anna sentir um formigamento no ventre. Trabalhava como personal trainer em uma academia local – às vezes ela o via correndo de manhã usando apenas shorts, o suor escorrendo por seu torso, os músculos se contraindo sob a pele.
O primeiro encontro foi por acaso. Anna estava saindo com as compras, e ele justamente instalava uma caixa de correio. Ajudou-a a levar as sacolas até a cozinha, sem pedir permissão. Suas mãos roçaram os quadris dela quando passaram um pelo outro no corredor estreito. Olharam-se nos olhos por mais tempo do que seria apropriado.
– Obrigada – disse baixinho, sentindo as bochechas queimarem.
– Não há de quê, vizinha – respondeu com aquele seu sorriso preguiçoso. – Se precisar de ajuda… com qualquer coisa… estou logo ali.
Essas palavras continuaram ecoando em seus ouvidos por muito tempo depois que ele saiu.
Na noite do dia seguinte, Anna estava junto à janela da cozinha, tomando vinho. Estava quente, e as janelas estavam escancaradas. Ela viu Kuba sair para o próprio terraço – usando apenas uma cueca boxer, com uma garrafa de cerveja na mão. Sentou-se na espreguiçadeira e se esticou confortavelmente. A luz da lâmpada do jardim incidia sobre seu corpo, destacando cada músculo.
Anna não conseguia desviar o olhar. Sentiu o calor conhecido entre as pernas. Sua mão se moveu sozinha para baixo do vestido leve de verão. Com os dedos, tocou de leve a calcinha – já úmida. Observava Kuba beber a cerveja, uma gota escorrendo por seu pescoço e pelo peito. Imaginava lambê-la com a língua.
Ela não percebeu quando ele olhou em sua direção.
Seus olhos se encontraram através da cerca. Anna congelou, com a mão entre as coxas. Mas, em vez de se virar, em vez de fugir… lentamente ergueu o vestido. Mostrou-lhe o que estava fazendo.
Kuba ficou imóvel. Então abriu um sorriso largo e… levou a mão até a cueca boxer. Começou a se massagear por cima do tecido. Devagar, provocante.
Anna gemeu alto. Apoiou-se no balcão da cozinha e abriu mais as pernas. Baixando a calcinha até os tornozelos, enfiou um dedo em si mesma. Estava tão molhada que chegava a ouvir o suave som úmido. Observava Kuba tirar o pênis – duro, grosso, com as veias pulsando sob a pele. Começou a mover os dedos mais depressa, circulando o clitóris, enquanto apertava o seio por cima do vestido com a outra mão.
Kuba se masturbava no mesmo ritmo. Seus olhares permaneciam grudados um no outro. Anna imaginava que eram os dedos dele dentro dela, que era o pau dele em vez dos seus próprios dedos. Gemeu mais alto, sem se importar se alguém ouviria. Seu corpo se enrijeceu, os quadris começaram a tremer. O orgasmo veio em ondas – tão forte que ela precisou se agarrar ao balcão para não cair.
Kuba gozou pouco depois. O esperma jorrou sobre sua barriga, escorrendo pelos músculos. Ele continuou olhando para ela o tempo todo, com o mesmo sorriso.
Na manhã seguinte, Anna acordou com a calcinha molhada. Passou o dia inteiro pensando apenas no que havia acontecido. À noite, já não aguentava mais. Tomou banho, depilou-se cuidadosamente, vestiu uma lingerie preta de renda e um vestido fino de alcinhas. Pegou uma garrafa de vinho e saiu para o terraço.
Kuba já estava lá. Esperando.
– Não consegui dormir – disse ele quando ela se aproximou da cerca.
– Eu também não – respondeu, entregando-lhe o vinho por cima da cerca.
Ele pulou a cerca com um único movimento. Parou bem diante dela. Cheirava a homem – suor, desodorante, excitação.
Eles se beijaram imediatamente.
Famintos, como se esperassem por aquilo havia anos. Suas mãos foram imediatamente para baixo do vestido, apertando as nádegas dela. Anna gemeu contra sua boca, sentindo-o endurecer contra sua barriga.
– Venha comigo – sussurrou.
Entraram na casa dela. Não acenderam as luzes. Na sala, sobre o sofá enorme, Anna se sentou no colo dele. O vestido subiu até a cintura. Kuba beijou seu pescoço e seu decote, enfiando as mãos no sutiã. Apertou seus mamilos – com força, do jeito que ela gostava. Anna movia os quadris, esfregando-se contra sua ereção por cima da calça.
– Quero ver você – disse roucamente. – Como ontem.
Anna se levantou. Lentamente, tirou o vestido. Ficou diante dele usando apenas a lingerie – preta, rendada, mal cobrindo o que era mais importante. Kuba abriu a calça e tirou o pau. Era ainda maior do que ela esperava.
– Você também – disse ela.
Ele tirou a camiseta e a calça. Sentaram-se frente a frente no sofá – ela com as pernas abertas, ele com o pênis na mão.
Começaram devagar. Anna levou a mão para dentro da calcinha, espalhando a umidade sobre o clitóris com os dedos. Observava Kuba deslizar a mão por todo o comprimento – da base até a cabeça, lentamente, com movimentos circulares.
– Diga-me o que está sentindo – pediu com a voz trêmula.
– Sinto que você está tão molhada… que me quer dentro de si. Que sua buceta pulsa só de me ver.

Anna gemeu. Ao abaixar a calcinha, mostrou tudo a ele.
Ela enfiou os dedos em si mesma – dois de uma vez, porque estava tão excitada que um só não era suficiente. Movia-os rapidamente, enquanto massageava o clitóris com a outra mão.
Kuba acelerou. Seu pau brilhava de pré-gozo. Ele olhava para a boceta dela, para a forma como os dedos entravam e saíam, para os líquidos escorrendo por suas coxas.
– Você é linda – sussurrou. – Tão madura, tão faminta…
Essa palavra – “madura” – fez Anna explodir. O orgasmo veio de repente, intenso. Ela gritou, o corpo se arqueou, a boceta se contraiu em torno dos dedos.
Kuba a observava fascinado. Gozou logo depois dela – o esperma jorrou alto, caindo sobre sua barriga e seu peito.
Ficaram deitados por um instante, ofegantes. Depois Anna se aproximou dele de quatro. Lambeu o esperma de sua barriga, devagar, olhando-o nos olhos. Levou-o à boca – ainda meio duro – e o lambeu por inteiro. Kuba gemeu, endurecendo novamente em sua boca.
– Agora vou comer você – disse, levantando-a.
Deitou Anna no sofá e abriu bem as pernas dela. Lambeu-a por muito tempo – habilmente, como se soubesse exatamente onde ficava seu ponto G, onde o clitóris era mais sensível. Sugando, enfiando a língua profundamente, dois dedos dentro dela. Anna se contorcia, puxando-o pelos cabelos, gritando seu nome.
Quando ela já estava no limite, ele entrou nela com uma estocada. Era grosso, preenchendo-a completamente. Anna sentiu como ele a dilatava, como a atingia profundamente. Começaram com intensidade – ele a fodia com força, ela arranhava suas costas, mordia seu braço.
– Mais forte – implorou. – Foda-me como uma vadia.
Kuba a virou de quatro. Pegou-a por trás – profundamente, rápido, apertando um seio com uma mão e massageando o clitóris com a outra. Anna gozou pela terceira vez – com tanta força que esguichou, molhando o sofá.
Kuba saiu dela e a virou de frente para ele. Entrou novamente, olhando-a nos olhos. Dessa vez, transaram devagar – profundamente, com ternura. Beijavam-se, mordiam-se, sussurravam obscenidades um ao outro.
– Quero que você goze dentro de mim – sussurrou ela.
Ele acelerou. Anna sentiu o pau dele pulsando dentro dela. Ele gozou profundamente, preenchendo-a com seu sêmen quente. Ela gozou mais uma vez – junto com ele.
Depois ficaram deitados, entrelaçados, suados e felizes.
Aquilo era apenas o começo.
Eles se encontravam quase todos os dias. Às vezes na casa dela, às vezes na dele. Às vezes apenas para uma rapidinha no carro, no estacionamento da academia. Anna descobria em si mesma coisas sobre as quais antes apenas lia – gostava quando ele a pegava com força, quando mandava que se ajoelhasse, quando gozava em seus seios. Também gostava quando se olhavam enquanto se masturbavam – sentavam-se um diante do outro, com o vibrador na mão dela e o pau dele em sua própria mão, e levavam um ao outro ao orgasmo apenas com o olhar e as palavras.
Certa noite, depois de uma transa particularmente intensa (ele a pegara na cozinha, sobre o balcão, e depois no banheiro, sob o chuveiro), ficaram deitados na cama dela.
– Sabe – disse Kuba, acariciando seu seio –, nunca tive uma mulher como você. Uma mulher que sabe o que quer. Que não tem medo do próprio corpo.
Anna sorriu.
– E eu nunca tive um homem que olhasse para mim como se quisesse me devorar. E que soubesse me levar à loucura apenas com um olhar.
Beijaram-se preguiçosamente.
Sabiam que aquilo não era o fim. Que ainda tinham pela frente muitas noites cheias de desejo, orgasmos compartilhados e a descoberta de novos limites.
Anna finalmente se sentia plenamente mulher. Plena, sexy, desejada.
E não pretendia abrir mão disso.
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