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Delikatny Romans – Erotyczne Opowiadanie Lesbijskie

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Plano de fundo do leitor:

Encontro na chuva.

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Romance

A chuva caía silenciosamente sobre as ruas da cidade velha, criando poças brilhantes que refletiam as luzes de neon dos cafés e das lojinhas. Anna estava sob a marquise de uma pequena livraria, abraçando a bolsa com o romance que acabara de comprar. Tinha vinte e oito anos, longos cabelos castanhos presos em um coque frouxo, e seus olhos, verdes como folhas depois da tempestade, vagavam pela calçada molhada. Era arquiteta, apaixonada pelas formas dos edifícios e pelas curvas da natureza, mas havia muito tempo sentia um vazio no coração – como um esboço inacabado, à espera do contorno certo.

Foi então que ela apareceu. Julia, correndo pela rua com um guarda-chuva em uma mão e um buquê de lírios brancos na outra. Seus cachos negros rodopiavam no ar úmido, e o vestido azul-escuro colava-se ao corpo, destacando as delicadas curvas dos quadris e a cintura esbelta. Tinha vinte e cinco anos e trabalhava como florista em uma loja próxima, onde todos os dias arranjava flores em composições cheias de paixão e delicadeza. A chuva a surpreendera no meio do caminho para casa, mas não estragava seu humor – muito pelo contrário, acrescentava magia àquela noite.
Julia tropeçou levemente no meio-fio, e o guarda-chuva escapou de sua mão, caindo em uma poça. Anna, sem pensar duas vezes, correu até ela, levantou-o rapidamente e o entregou com um sorriso. Seus dedos se tocaram por acaso – um toque delicado, como o roçar de uma pétala de flor, que enviou um arrepio pelo braço de Anna. Julia ergueu os olhos, e seus olhos castanhos, calorosos e profundos, encontraram os olhos verdes de Anna. O tempo parou por um instante, e a chuva sussurrava ao redor delas como uma melodia suave.
– Obrigada – sussurrou Julia, sua voz suave e melodiosa, com um leve sotaque que revelava suas raízes sulistas. – Sem você eu ficaria completamente ensopada.
Anna sentiu suas bochechas corarem levemente sob aquele olhar. – Não há de quê. Você parece ser alguém que merece uma noite seca. Seus lírios são lindos.
Julia sorriu mais amplamente, revelando dentes perolados. – Essa é a minha fraqueza. As flores dizem mais do que as palavras. Quer um? Como sinal de gratidão.
Anna assentiu, e Julia delicadamente separou um lírio do buquê, colocando-o atrás da orelha de Anna. Seus dedos roçaram a pele da bochecha, e o aroma da flor misturou-se ao ar úmido e a uma nota do perfume de Julia – baunilha doce e jasmim. Foi um momento íntimo, como se o mundo ao redor delas tivesse desaparecido. Anna sentiu um calor se espalhar pelo corpo, uma tensão sutil no ventre, como as primeiras notas de uma sinfonia.
– Eu sou Julia – apresentou-se, sem desviar o olhar.
– Anna – respondeu ela, sua voz levemente trêmula de emoção.
A chuva diminuía lentamente, mas nenhuma das duas se moveu do lugar. Começaram a conversar – sobre os livros que Anna amava, sobre as flores que Julia arranjava com tanta paixão. Julia contou sobre seu jardim favorito nos arredores da cidade, onde cresciam rosas selvagens, e Anna compartilhou a história de uma velha ponte que estava projetando, sonhando que ela unisse não apenas as margens do rio, mas também os corações das pessoas. O riso delas misturava-se às gotas que caíam da marquise, e cada olhar construía uma ponte entre as duas – delicada, mas cada vez mais forte.
Por fim, Julia sugeriu: – Que tal nos abrigarmos naquele café ao lado? Para tomar um chá. A chuva ainda não parou completamente.
Anna concordou sem hesitar. Entraram, e o ar cheirava a café e canela. Sentaram-se a uma mesa no canto, perto da janela, através da qual era possível ver as ruas cintilantes. Julia deixou o vestido molhado escorregar dos ombros, revelando a pele delicada do pescoço e do decote, e Anna não conseguia desviar o olhar daquela visão – sutil, tentadora, como uma página de um livro proibido. Seus joelhos se roçaram sob a mesa, por acaso, mas isso foi suficiente para fazer o coração de Anna bater mais rápido.
A conversa fluía naturalmente, cheia de risos e confissões sussurradas. Julia tocou a mão de Anna enquanto contava sobre seu sonho de viajar a Paris, e aquele toque foi como uma faísca – quente, eletrizante, despertando em Anna o desejo de conhecer mais. Os detalhes de sua pele, o aroma de seus cabelos, o modo como seus lábios se curvavam em um sorriso – tudo isso desenhava na mente de Anna a imagem de algo belo, delicado, romântico.
Quando a noite chegava ao fim, elas trocaram números de telefone, e Julia se inclinou para beijar delicadamente Anna na bochecha em despedida. Foi um beijo leve, mas cheio de promessa – seus lábios macios e quentes, deixando uma marca úmida na pele. Anna sentiu uma onda de calor se espalhar por todo o corpo, da bochecha até as pontas dos dedos.
Ao voltar para casa, Anna abraçava o lírio contra o peito, sentindo que aquele era o começo de algo extraordinário. A chuva havia parado, mas em seu coração a tempestade de emoções ainda sussurrava – delicada, romântica, cheia de detalhes à espera de serem descobertos.

O Primeiro Encontro sob as Estrelas

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Alguns dias depois do encontro na chuva, Anna não conseguia parar de pensar em Julia. O aroma de lírios ainda pairava em seu apartamento, e a lembrança do beijo delicado na bochecha provocava nela uma onda de calor sempre que fechava os olhos. Ela enviou uma mensagem: “Que tal uma caminhada pelo parque à noite? As estrelas estarão visíveis hoje.” Julia respondeu quase imediatamente: “Com prazer. Vou levar algo especial.” Elas se encontraram na entrada do parque, quando o sol se escondia atrás do horizonte, pintando o céu com tons de rosa e roxo. Anna vestira uma blusa branca e leve, que realçava sua silhueta esguia, e jeans que abraçavam seus quadris. Seus cabelos caíam soltos sobre os ombros, e seus lábios traziam um brilho sutil, acrescentando luminosidade. Julia apareceu com um vestido florido e esvoaçante, que ondulava a cada passo, revelando suas pernas bem torneadas e um decote delicado. Em uma das mãos, segurava uma cesta de piquenique, e seus cachos dançavam ao vento suave. – Você está deslumbrante – disse Anna, sentindo o coração bater mais rápido ao ver Julia. Julia corou, seus olhos castanhos brilhando na luz que desaparecia. – Você também. Venha, encontrei o lugar perfeito. Elas seguiram por uma trilha cercada de árvores; suas mãos se roçaram por acaso algumas vezes, e, a cada vez, faíscas percorriam sua pele. Julia contou sobre seu dia na floricultura, sobre como preparara buquês para casais apaixonados, sonhando com seu próprio romance. Anna a escutava, encantada com a voz melodiosa de Julia, e compartilhou a história de um projeto de edifício que lhe lembrava as formas do corpo – fluidas, harmoniosas, cheias de mistério. Elas chegaram a uma clareira, onde Julia estendeu uma manta. Na cesta havia frutas frescas, queijo, vinho e chocolates. Sentaram-se bem próximas, suas coxas se tocando levemente, e o calor do corpo de Julia atravessava o tecido do vestido. As estrelas começaram a surgir no céu, como diamantes espalhados sobre veludo negro. – Isto é mágico – sussurrou Anna, olhando para cima. Julia se inclinou para mais perto, seu hálito roçando a orelha de Anna. – Assim como você. – Levou um morango aos lábios de Anna, e seus olhos se encontraram em um olhar íntimo. Anna mordeu a fruta, o suco escorreu por seu lábio, e Julia o limpou delicadamente com o dedo, depois o lambeu devagar, sem desviar o olhar. Foi o momento em que a tensão se tornou palpável. Anna sentiu o calor se espalhar por seu abdômen, uma pulsação sutil entre as coxas. Ela se inclinou e beijou Julia – delicadamente no início, seus lábios se encontrando macios, como pétalas de uma flor. O sabor do vinho e dos morangos se misturava à doçura natural dos lábios de Julia. O beijo se aprofundou, suas línguas se tocaram timidamente, explorando-se e despertando arrepios ao longo da espinha. Julia se afastou um pouco, as bochechas coradas, a respiração acelerada. – Eu quis isso desde o primeiro encontro – confessou em voz baixa, sua mão repousando sobre o joelho de Anna e subindo lentamente pela coxa, sentindo o calor da pele sob o jeans. Anna suspirou, seu corpo reagindo ao toque – os mamilos endureceram sob a blusa, e a umidade se acumulou entre suas pernas. – Eu também. Você é tão… tentadora. Elas se deitaram sobre a manta, as estrelas acima delas, e seus corpos cada vez mais próximos. Julia desabotoou a blusa de Anna, revelando a lingerie de renda; seus dedos deslizaram pela pele do abdômen, desenhando círculos delicados. Anna gemeu baixinho, suas mãos se entrelaçando nos cabelos de Julia, puxando-a para outro beijo. Sentia as curvas dos seios de Julia sob o vestido; seus corpos se encostavam, os quadris se movendo no ritmo do desejo crescente. Julia abaixou a alça do vestido, revelando um seio – rosado, firme, com o mamilo endurecido pela excitação. Anna se inclinou, seus lábios o envolvendo delicadamente, sugando e lambendo, o que arrancou um suspiro de Julia. Sua mão deslizou para dentro do jeans de Anna, roçando a renda da calcinha, sentindo a umidade e o calor. Seus dedos percorreram o clitóris, circulando-o lentamente e despertando ondas de prazer. – Você está tão molhada – sussurrou Julia, sua voz trêmula. Anna ergueu os quadris, desejando mais. Seus corpos se moviam em harmonia, os toques se tornavam mais ousados, mas ainda delicados – como uma dança sob as estrelas. O orgasmo veio em ondas, silencioso e intenso, deixando-as nos braços uma da outra, com suas respirações entrelaçadas no ar noturno. Quando as estrelas brilhavam mais intensamente, elas sabiam que aquilo era apenas o começo de sua história – cheia de delicadeza, romance e detalhes que tornavam cada momento inesquecível.

Uma Noite no Apartamento Dela

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Havia se passado exatamente uma semana desde aquele encontro mágico sob as estrelas, quando Anna e Julia se permitiram, pela primeira vez, carícias íntimas que acenderam nelas o fogo do desejo. Cada dia transcorrido desde aquela noite fora preenchido por expectativa, mensagens sutis e lembranças que retornavam nos momentos menos esperados. Anna, sentada em seu escritório de arquitetura, onde esboçava novos projetos de pontes e edifícios, frequentemente desviava o olhar da prancheta para olhar o celular. Julia lhe enviava fotos de buquês – arranjos delicados com rosas brancas, lavandas roxas e girassóis amarelos, que simbolizavam o sentimento crescente entre elas. “Isto é para você, penso em você a cada pétala”, escrevia Julia, e Anna respondia com esboços – desenhos simples de silhuetas femininas, inspirados nas curvas do corpo de Julia, com uma nota de erotismo nas linhas dos quadris e dos seios.
Finalmente chegou a sexta-feira, o dia que ambas haviam marcado nos calendários como especial. Julia, encerrando o expediente na floricultura, onde o aroma das flores frescas se misturava ao ar úmido depois da chuva da manhã, sentiu um arrepio de excitação. Suas mãos, ainda cheirando a terra e pétalas, tremiam levemente enquanto escrevia a última mensagem: “Venha à minha casa esta noite. Tenho vinho, velas e você na cabeça desde manhã. Mal posso esperar para tocar em você.” Anna, lendo aquilo durante a pausa para o almoço, sentiu um calor se espalhar por sua barriga – sutil, mas intenso, como as primeiras notas do desejo que despertava dentro dela só de pensar em Julia.
Anna se preparou cuidadosamente. Estava diante do espelho em seu pequeno apartamento nos arredores da cidade, onde as paredes eram decoradas com pôsteres de pontes antigas e desenhos abstratos. Escolheu um vestido preto simples, de alças finas – o tecido era liso, sedoso, ajustava-se à sua silhueta esguia, ressaltando as curvas dos seios e dos quadris. O decote era discreto, deixando à mostra a linha das clavículas e um trecho da pele, que brilhava por causa de um leve óleo com aroma de bergamota. Prendeu os cabelos de maneira solta; algumas mechas castanhas caíam sobre os ombros, e passou um gloss vermelho nos lábios, dando-lhes um brilho úmido. Na mão, segurava um pequeno pacote – um frasco de perfume com aroma de almíscar branco, que comprara especialmente para Julia, imaginando como o borrifaria sobre sua pele.
O caminho até o apartamento de Julia pareceu mais longo do que de costume. Anna caminhava pelas ruas da cidade velha, passando por cafés onde casais sorviam café sob os guarda-sóis, e por livrarias onde haviam se encontrado certa vez. A chuva que caíra antes deixara poças brilhantes, refletindo as luzes de neon. Seu coração batia forte, e seus pensamentos giravam em torno das lembranças – o sabor dos lábios de Julia sob as estrelas, o calor de sua mão sobre sua coxa, o gemido delicado que escapara da garganta de Anna quando Julia tocara seus lugares mais íntimos. Aquilo era mais do que desejo; era uma intimidade crescente que preenchia o vazio no coração de Anna, o vazio deixado por relacionamentos anteriores que terminavam em decepção.
Julia morava em um antigo prédio no centro, no segundo andar. As escadas rangiam sob os pés de Anna enquanto ela subia, e o cheiro do reboco úmido se misturava ao aroma das flores que vinha do apartamento. Ela parou diante da porta, hesitando por um instante antes de bater. O coração ribombava em seus ouvidos, e suas mãos estavam levemente úmidas por causa do nervosismo e da excitação.
A porta se abriu quase imediatamente, e ali estava Julia – como uma visão saída de um sonho erótico. Vestia uma camisola de cetim vermelho-escura, que chegava à metade das coxas, destacando suas pernas bem torneadas e as curvas dos quadris. As alças eram finas como fios, e o tecido reluzia sob a luz quente do abajur no corredor. Seus cachos negros caíam soltos sobre os ombros e o decote, emoldurando um rosto de traços delicados – maçãs do rosto altas, lábios cheios pintados de um rosa sutil e olhos castanhos que agora brilhavam de desejo. Ela cheirava a baunilha misturada a algo mais escuro e aromático, como canela e cravo – um perfume que atingiu Anna imediatamente, despertando lembranças do primeiro encontro das duas.
– Finalmente você chegou – sussurrou Julia, sua voz suave, melodiosa, com um leve tremor de excitação. Ela segurou Anna pelo pulso, delicada, mas firmemente, e a puxou para dentro, fechando a porta atrás delas. O apartamento era pequeno, mas decorado com bom gosto – no peitoril da janela havia vasos de orquídeas em plena floração, com pétalas brancas e rosas, como uma pele delicada. Sobre a mesa da sala havia uma garrafa de vinho tinto, duas taças de cristal e um prato com frutas – morangos, uvas, figos – tudo disposto como uma composição romântica. Ao fundo, tocava uma playlist suave de baladas soul; as vozes de artistas como Norah Jones preenchiam o ar com uma atmosfera íntima. Velas espalhadas pelas prateleiras lançavam reflexos dourados e trêmulos nas paredes, pintando sombras que dançavam como suas futuras carícias.
Julia não esperou muito. Assim que a porta se fechou, pressionou Anna de costas contra ela, seu corpo colando-se ao dela, sentindo o calor através do tecido do vestido. O beijo veio imediatamente – mais profundo do que os anteriores, sem pressa, mas cheio de fome. Seus lábios se encontraram suavemente a princípio, como um toque delicado, mas logo o beijo se aprofundou, e suas línguas se entrelaçaram devagar, explorando o sabor uma da outra. Julia mordeu de leve o lábio inferior de Anna, provocando um gemido baixo, e então lambeu o local com a língua, deixando um rastro úmido. As mãos de Julia percorreram as laterais do vestido de Anna; seus dedos prenderam o tecido e o ergueram lentamente até os quadris, revelando a calcinha fio-dental de renda e a pele lisa das coxas. Sentia sob os dedos o calor do corpo de Anna, o leve tremor dos músculos que denunciava sua excitação.
– Passei o dia inteiro pensando em como vou despir você – murmurou Julia diretamente no ouvido de Anna, sua respiração quente roçando a pele. Passou a língua pela orelha dela, enviando um arrepio pela coluna de Anna. – Em como vou saborear você, tocar cada centímetro da sua pele. Você é tão linda, Anna. Sua pele é como seda, e o seu cheiro… viciante.
Anna tremia sob aquele toque; suas mãos se ergueram para envolver o pescoço de Julia, entrelaçando os dedos em seus cachos. – Julia… – sussurou, com a voz entrecortada pela respiração. – Não consigo parar de pensar em você. Desde aquela noite sob as estrelas, cada toque, cada beijo… é como um fogo dentro de mim.
Julia sorriu, os olhos brilhando na penumbra. Afastou-se ligeiramente para conduzir Anna mais para dentro do apartamento, até o quarto. O cômodo era aconchegante – a cama estava coberta com lençóis de cetim verde-escuros, que reluziam de modo convidativo; sobre o travesseiro havia uma única pétala de rosa branca, símbolo do primeiro encontro das duas. Na mesa de cabeceira havia um abajur com cúpula cor de vinho, lançando uma luz quente. O ar cheirava a lavanda vinda de um difusor, misturada ao aroma natural do corpo de Julia.

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Julia sentou-se na beirada do colchão, com as pernas ligeiramente afastadas, e puxou Anna para que ficasse entre elas. Suas mãos percorreram as coxas de Anna, os dedos subindo lentamente, sentindo o calor da pele. – Fique na minha frente – disse baixinho, mas com uma nota de ordem na voz que excitava Anna. Devagar, abaixou as alças do vestido de Anna – o tecido caiu no chão como seda negra, deixando-a apenas de lingerie: renda preta, através da qual se insinuavam os mamilos endurecidos, o abdômen tenso de excitação, os quadris arredondados e tentadores.
Julia inclinou-se e beijou a linha do abdômen de Anna – do umbigo para baixo, deixando marcas úmidas dos lábios. Suas mãos percorriam os quadris, os dedos enganchando-se no elástico da calcinha e abaixando-a lentamente, centímetro por centímetro, revelando a pele lisa do púbis. Quando a calcinha caiu sobre os tornozelos, Julia ergueu o olhar – seus olhos estavam quase negros de desejo, as pupilas dilatadas. Ela via a umidade entre as coxas de Anna, o brilho sutil da excitação, e isso fez seu próprio abdômen se contrair em uma tensão deliciosa.
– Você está tão pronta – sussurrou Julia, com a voz trêmula. – Você cheira a excitação, Anna. Isso me excita.
Anna suspirou, apoiando as mãos nos ombros de Julia. – Toque em mim – pediu baixinho. – Por favor.
Julia não a fez esperar. Primeiro beijou a parte interna da coxa de Anna, a esquerda, depois a direita – beijos delicados que se tornavam cada vez mais longos, mais próximos do centro. Sua língua roçou a pele, deixando um rastro úmido, enquanto suas mãos afastavam ligeiramente as coxas, para ter melhor acesso. Quando finalmente chegou ao ponto mais sensível, sua língua tocou o clitóris – primeiro um contato leve, quase imperceptível, como o roçar de uma pena, depois movimentos mais longos e lentos, circulares, provocantes.
Anna cravou os dedos na roupa de cama quando Julia mandou que se deitasse. A cama cedeu sob seu peso, o cetim estava frio contra a pele, contrastando com o calor do corpo. Julia ajoelhou-se entre as pernas de Anna, sua respiração roçando a parte interna das coxas, enviando ondas de arrepios. Começou a sugar – ritmicamente, com pressão crescente, sua língua dançando, circulando, lambendo. Introduziu um dedo dentro de Anna, sentindo a umidade e o calor, percebendo como ela se contraía ao redor dele, depois um segundo, movendo-os lentamente para dentro e para fora, no ritmo da língua.
– Você é tão apertada, tão molhada – murmurou Julia, sem afastar os lábios. Sua mão livre percorreu o abdômen de Anna, roçando os mamilos através da renda do sutiã, apertando-os delicadamente, o que provocou outro gemido. – Quero que você goze na minha língua, Anna. Quero sentir você tremer.
As palavras de Julia, o calor de sua respiração e os movimentos precisos da língua levaram Anna ao limite em poucos minutos. A tensão se acumulou no baixo-ventre, como uma onda que crescia, crescia, até finalmente romper – o orgasmo veio intenso, em ondas, com o tremor das coxas e um gemido baixo e prolongado que preencheu o quarto. Julia não parou – continuou lambendo, mais delicadamente, prolongando o prazer, sugando com suavidade, até que Anna agarrou seus cabelos e a puxou para si, beijando-a desesperadamente, saboreando a si mesma nos lábios de Julia.
Quando suas respirações se acalmaram, Julia deitou-se ao lado dela e puxou Anna para si. Seus corpos se entrelaçaram – pernas emaranhadas, seios pressionados, mãos nas costas. Julia beijou a testa de Anna, seus dedos desenhando círculos preguiçosos sobre a pele.
– Fique esta noite – sussurrou, com a voz cheia de ternura.
Anna assentiu, aconchegando-se ainda mais. Sentia o cheiro de ambas – suor, baunilha, sexo e vinho. Um único pensamento martelava em sua cabeça: aquilo já não era apenas um romance. Era algo que mudava tudo.

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Mas a noite estava apenas começando. Depois de um breve descanso, Julia levantou-se, nua à luz das velas, seu corpo brilhando com uma fina camada de suor. Foi até a mesa da sala e serviu vinho nas taças, voltando com elas para a cama. – Vamos beber – disse, entregando uma a Anna. O vinho era tinto, encorpado, com sabor de groselha-preta e carvalho, combinando perfeitamente com a atmosfera.
Sentaram-se apoiadas nos travesseiros, nuas, seus corpos tocando-se levemente – joelho com joelho, braço com braço. Conversaram durante horas, bebendo vinho e compartilhando histórias do passado. Julia contou sobre sua infância no sul, onde cresciam campos de lavanda e, quando menina, ela fazia buquês para a mãe. “Sempre amei as flores, porque são delicadas, mas fortes. Como as mulheres”, disse, enquanto sua mão repousava na coxa de Anna, movendo-se preguiçosamente.
Anna compartilhou seus sonhos sobre arquitetura – edifícios que aproximassem as pessoas, pontes que simbolizassem conexões. “Conhecer você foi como encontrar o arco perfeito – tudo se encaixa”, sussurrou, inclinando-se para beijar Julia no pescoço, roçando a pele com a língua.
A conversa fluía naturalmente, mas o desejo voltava em ondas. Julia deixou a taça de lado e se moveu para sentar-se montada sobre Anna. Seus seios balançavam levemente, os mamilos endurecidos, e Anna não conseguiu resistir – ergueu as mãos para envolvê-los, girando os mamilos entre os dedos e apertando-os delicadamente, o que arrancou um suspiro de Julia. Beijaram-se novamente, dessa vez mais devagar, saboreando o vinho em suas línguas.
Julia deslizou para baixo, sua boca percorrendo o corpo de Anna – do pescoço, passando pelas clavículas, até os seios. Tomou um mamilo na boca, sugando, lambendo, mordiscando de leve, enquanto uma mão se insinuava entre as coxas de Anna, encontrando novamente a umidade. Os dedos moviam-se em círculos, provocando o clitóris, penetrando-a, reconstruindo a tensão.
– Agora é a sua vez – sussurrou Anna, virando-as para que ela ficasse por cima. Sua boca encontrou o caminho até os seios de Julia, a língua dançando sobre a pele, enquanto suas mãos afastavam as coxas. Anna beijou o caminho para baixo, até chegar ao púbis de Julia – o cheiro era intoxicante, uma mistura de baunilha e excitação. Sua língua tocou-a, lambendo lentamente, saboreando, enquanto os dedos se juntavam, movendo-se no mesmo ritmo.
Julia contorcia-se sob ela, seus gemidos preenchendo o quarto, as mãos enredadas nos cabelos de Anna. O orgasmo veio rápido, intenso, seu corpo arqueou-se, os quadris se elevaram.
Passaram o resto da noite nos braços uma da outra, tocando-se, beijando-se, sussurrando segredos. A chuva caía silenciosamente do lado de fora da janela, como pano de fundo para o amor delas. Quando adormeceram, entrelaçadas, Anna pensou que aquilo era o começo de algo eterno – delicado, romântico, cheio de detalhes que tornavam cada momento inesquecível.

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